
20 setembro 2011
13 junho 2011
Viagem primaveril
É que hoje em dia escreve-se cada coisa...aqui vai mais uma.
Foi numa viagem ao relento e com o sol envergonhado que visitámos e vislumbramos o norte de Portugal e o Oeste de Espanha. Conheço bem o sul porque faz parte da minha zona de trabalho. O Norte vou conhecendo. É uma diferença brutal. O norte está todo ele trabalhado, o verde, ou melhor os tons de verde são muitos, as casas arranjadas, pintadas, decoradas. Há vida, há trabalho, há colheita. Quem vai pela estrada desde o Peso da régua ao Porto atravessa as vinhas, os hectares de vinhas verdes e muitos sem saída. É Portugal minha gente e o vinho ninguém nos tira. Quem vai pela estrada e atravessa o Gerês avista as montanhas, o verde e até animais. É Portugal minha gente e o Gerês ninguém nos tira. É impressionante o cheirinho e as paisagens. Da pedra bela vemos uma paisagem, que arrisco-me a dizer, equivalente a uma das duas melhores vistas do Rio de Janeiro, Corcovado e Pão de açucar. Cá mais para dentro a Vila do Gêres, onde há 5 residenciais por cada 10 casas abunda o tipico e o bom gosto. É Portugal minha gente e o turismo ninguém nos tira. E a espetada de veado e javali?! Saborosa, deliciosa. A água? Podem beber em qualquer lado que é sempre boa, na fonte, na torneira, no rio, e beba que faz muito bem! Já o Sul em contraste é claro, seco e muito árido. É a paz absoluta, costumo dizer...e terminar na praia.
O Oeste, ou mejor diciendo, La Coruña, sim senhor, uma cidade muito completa, praia, campo, miradouros, city, lojas, obelisquo e muitas pessoas. O clima é que já não é bem assim, parece-me. Começa no Outono e acaba no Inverno com muito salpico durante o ano. De noite são vários que se manifetam contra as injustiças sociais do socialismo de tenda montada e protestos escritos por todo o lado. É Espanha minha gente e por lá anda sempre tudo em manifesto.
MM
29 maio 2011
No meio da variedade
Vira-se a esquina e estás no meio de uma multidão, que agarrada ao copo e ao "cigarro" vai trocando umas palavras com os "amigos" de sempre ou até mesmo do dia. vê-se de tudo! Hippies, betos, dreads, góticos, bimbos, pintas, mitras, mendigos, business men, turistas, erasmus, perdidos, mulheres da vida outras com vida, crianças, velhos perdidos na vida, trabalhadores incansáveis, os senhores do lixo, os policias, as fardas, as calças, as mini-saias, as havaianas, o salto alto, os ténis da moda e até o pé descalço para os já mais cansados de tanto subir e descer aquelas ruas tão regulares. São aos montes, andam aos molhos e juntam-se em aglomerados para refrescar a garganta ou alegrar o espitiro. Pois os meus amigos já calculam do que se está a falar. Aquele sitio onde cada rara vez que vou despeço-me por largos meses com um até qualquer dia.
"O Bairro Alto é um bairro antigo e pitoresco no centro de Lisboa, com ruas estreitas e empedradas, casas seculares, pequeno comércio tradicional, restaurantes e locais de vida nocturna. Construído em plano ortogonal em finais do século XVI, foi em época recuada conhecido como Vila Nova dos Andrades. É delimitado a Oeste pela Rua do Século, a Este pela Rua da Misericórdia, a Norte pela Rua D. Pedro V e a Sul pela Calçada do Combro, Largo do Calhariz, Rua do Loreto, e Largo de Camões. O Bairro Alto divide-se pelas freguesias da Encarnação e de Santa Catarina."
Só não gosto do facto de para além disto tudo, este bairro servir de wc para muitos lisboetas! É que não se aguenta (Já dizia ela)...
MM
19 julho 2010
A música
Ouço, adoro, deliro
conto, choro e rio
calo-me...
penso...
A noite era longa
A lua sorria
A música no fundo
nunca saía
Era lindo aquele ritmo
tocava sem fim
fazendo o meu coração despertar
para coisas...enfim
Coisas essas bonitas
mas tão feias também
pensamentos estranhos
que o coração contém
E a música tocava
acelerava sem fim
o som alto
fazia-me...enfim
Derrepente,
terminou...
e tudo mais claro ficou
Aliviada minha cabeça
arrumados meus pensamentos
solto meu coração
com toda esta emoção
conto, choro e rio
calo-me...
penso...
A noite era longa
A lua sorria
A música no fundo
nunca saía
Era lindo aquele ritmo
tocava sem fim
fazendo o meu coração despertar
para coisas...enfim
Coisas essas bonitas
mas tão feias também
pensamentos estranhos
que o coração contém
E a música tocava
acelerava sem fim
o som alto
fazia-me...enfim
Derrepente,
terminou...
e tudo mais claro ficou
Aliviada minha cabeça
arrumados meus pensamentos
solto meu coração
com toda esta emoção
O Amor
Amor,
Aquela palavra tão linda
tão sentida...
tão trabalhada...
Falemos dela, pois
mas que dizer?
sentimo-la com tanta alma...
mas que dizer?
É tão estranho
A cabeça pensa
O coração sente
e o corpo paga
Tanta coisa muda
às vezes começa
outras acaba
mas que grande baralhada
Mas o que é então o amor?
talvez possa explicar
vou então tentar
arrependimentos, tristezas, alegrias, solidão
tudo isto é amor
sonhos também
ninguém se pode opor
Ninguém diz que sim ou não
ele aparece assim
do fundo do coração
às vezes pouco forte
outras vezes sem fim
Aquela palavra tão linda
tão sentida...
tão trabalhada...
Falemos dela, pois
mas que dizer?
sentimo-la com tanta alma...
mas que dizer?
É tão estranho
A cabeça pensa
O coração sente
e o corpo paga
Tanta coisa muda
às vezes começa
outras acaba
mas que grande baralhada
Mas o que é então o amor?
talvez possa explicar
vou então tentar
arrependimentos, tristezas, alegrias, solidão
tudo isto é amor
sonhos também
ninguém se pode opor
Ninguém diz que sim ou não
ele aparece assim
do fundo do coração
às vezes pouco forte
outras vezes sem fim
25 fevereiro 2010
02 fevereiro 2010
Janeiro..já é Janeiro...
...E os dias começam finalmente a ficar grandes...
Não começou de forma nada fácil, de todo, "isto tá dificil", diz o povo e com franqueza e razão
...antes não fosse esta a verdade, e todos continuavamos relaxados...mas está na hora de acordar, são 8h07 há tantos anos, mas é tão bom ficar deitado, só assim a observar o que vai passando e tudo parece tão fácil e agradável que até parece que viver não custa.
Ai custa sim, mas se assim não o fosse, perderia toda a sua piada. Assim é que nos vamos mantendo seres interessantes, e alimentando esta nossa fugaz vontade de aprender, conhecer, querer, imaginar, sonhar...oh sonhar não se pode parar...nunca.
positivismo, "ser feliz", "aprenda a ser feliz", "seja milionário", "motive a sua equipa", "como conseguir fazer tudo em apenas 24h", "como ignorar o que não quer ouvir", "como lidar com filhos da nova geração", "como ser o pai no sec XX", "como fazer sushi", "como fazer tudo o que quer, só com o que ganha", "como curar o stress", "como emagrecer com saúde", "como ser um bom ouvinte", "como ser um bom lider", "acredite no destino", "não desista dos seus sonhos", "dê a volta ao mundo", "compre casa agora", "como sair do buraco", "como lidar com o seu chefe", "como ser o melhor"...tudo isto se VENDE, VENDE, VENDE...e não é pouco, é muito porque todos nós, todos, queremos ver todas estas questões respondidas de forma fácil e principalmente credível para superarmos estas "dificuldades" dos dias de hoje!
quando o único querer da humanidade está à partida resolvido, estes são os nossos "quereres".
No nosso "mundinho" não há fome, não há guerra...há muita coisa que VENDE e compra a nossa felicidade e rouba a nossa carteira e baralha a nossa cabeça.
Para mim...ao lado passa. Cada vez mais acredito que educação e bom-senso são bases para esta guerra que nos deparamos. Estas são as nossas armas que com VONTADE ninguém nos para! é todo recto, a saltar, a correr, mas rápido que o tempo não espera e um mês tem 8 dias dedicados só a nós e à nossa liberdade de escolher e desenhá-los à nossa maneira e às nossas vontades...os nossos tão esperados 4 vezes por mês e 48 vezes por ano...os fins-de-semana!
"Nunca mais é sábado grita o Tuga 5 dias por semana" ahahaha
MM
Não começou de forma nada fácil, de todo, "isto tá dificil", diz o povo e com franqueza e razão
...antes não fosse esta a verdade, e todos continuavamos relaxados...mas está na hora de acordar, são 8h07 há tantos anos, mas é tão bom ficar deitado, só assim a observar o que vai passando e tudo parece tão fácil e agradável que até parece que viver não custa.
Ai custa sim, mas se assim não o fosse, perderia toda a sua piada. Assim é que nos vamos mantendo seres interessantes, e alimentando esta nossa fugaz vontade de aprender, conhecer, querer, imaginar, sonhar...oh sonhar não se pode parar...nunca.
positivismo, "ser feliz", "aprenda a ser feliz", "seja milionário", "motive a sua equipa", "como conseguir fazer tudo em apenas 24h", "como ignorar o que não quer ouvir", "como lidar com filhos da nova geração", "como ser o pai no sec XX", "como fazer sushi", "como fazer tudo o que quer, só com o que ganha", "como curar o stress", "como emagrecer com saúde", "como ser um bom ouvinte", "como ser um bom lider", "acredite no destino", "não desista dos seus sonhos", "dê a volta ao mundo", "compre casa agora", "como sair do buraco", "como lidar com o seu chefe", "como ser o melhor"...tudo isto se VENDE, VENDE, VENDE...e não é pouco, é muito porque todos nós, todos, queremos ver todas estas questões respondidas de forma fácil e principalmente credível para superarmos estas "dificuldades" dos dias de hoje!
quando o único querer da humanidade está à partida resolvido, estes são os nossos "quereres".
No nosso "mundinho" não há fome, não há guerra...há muita coisa que VENDE e compra a nossa felicidade e rouba a nossa carteira e baralha a nossa cabeça.
Para mim...ao lado passa. Cada vez mais acredito que educação e bom-senso são bases para esta guerra que nos deparamos. Estas são as nossas armas que com VONTADE ninguém nos para! é todo recto, a saltar, a correr, mas rápido que o tempo não espera e um mês tem 8 dias dedicados só a nós e à nossa liberdade de escolher e desenhá-los à nossa maneira e às nossas vontades...os nossos tão esperados 4 vezes por mês e 48 vezes por ano...os fins-de-semana!
"Nunca mais é sábado grita o Tuga 5 dias por semana" ahahaha
MM
31 dezembro 2009
Quantas histórias cabem num ano?
Tudo o que está à sua volta está ao seu alcance.
Tudo se pode transformar em histórias únicas
e maravilhosas, histórias que tornam o ano inesquecível.
Tudo se pode transformar em histórias únicas
e maravilhosas, histórias que tornam o ano inesquecível.
Porque no final, mais do que datas
ou factos ou momentos, o que contam
ou factos ou momentos, o que contam
são as histórias e as ligações que as tornaram possíveis
Power to you
BOM ANO
2010
2010
:) (:
14 dezembro 2009
uma questão de adjectivação
Não acham que há stress útil e stress inútil?
O útil, não quero falar, o inútil é realmente inútil.
Normalmente ficamos doentes dos dois, mas o segundo mata-nos. Pior que isso é que nós é que geramos esse stress ou pelo menos alimentamos. Gostamos de sofrer? O ser humano é a espécie mais difícil de compreender. Venham macacos, porcos, todo o reino animal mais idêntico ao homem, que nós, embora descendentes destes, batemo-los aos pontos!
Passo a explicar, ou a tentar…
O útil, não quero falar, o inútil é realmente inútil.
Normalmente ficamos doentes dos dois, mas o segundo mata-nos. Pior que isso é que nós é que geramos esse stress ou pelo menos alimentamos. Gostamos de sofrer? O ser humano é a espécie mais difícil de compreender. Venham macacos, porcos, todo o reino animal mais idêntico ao homem, que nós, embora descendentes destes, batemo-los aos pontos!
Passo a explicar, ou a tentar…
- é aquele que não existe, ou seja é criado por nós (a nossa vertente criativa)
- é aquele que pode ser reduzido a zero com pouco esforço
- é aquele que nos põe mais doidos e frustrados, aii
- é aquele que existe e é causa do silêncio, ou a tão falada lack of communication
- é aquele que só existe quando não estamos sozinhos e com tendência ascendente em número de pessoas
- é aquele que facilmente engorda
- é aquele que se assemelha a um bicho mau
- é aquele que não nos deixa olhar para a frente
…infelizmente é aquele que se vive na realidade portuguesa...mas tem a boa noticia de...é o mais o mais fácil de ultrapassar.
Se tivéssemos tanto jeito para criar conforto e bem-estar como temos para criar stress, isto era tudo muito mais giro e seriamos todos muito mais felizes.
MM
07 dezembro 2009
06 dezembro 2009
confissão
Embora não nos apercebamos, o acto de confessar é muito importante para nós!
Vejamos onde se centra o que vou escrever, ou melhor o seu raciocinio lógico. Porque tudo tem uma lógica e porque tem graça o porquê das coisas...pelo menos as que conseguimos explicar.
Todos nós nos confessamos a nós próprios, fazemos os nossos juízos de valor e vamos colocando na prateleira separando o que é bom e o que é mau. Sentamo-nos diante de nós próprios e entre caras, expressões e emoções vamos falando connosco.
Há quem lhe chame falar com Deus, ou com alguém/algo surdo-mudo que apenas nos escuta dando-nos a liberdade a nós próprios de saber quando falar e o que dizer.
Atreveria-me a fazer uma comparação: Um Padre e um Psicólogo. E coloco o desafio de "Descubra as diferenças". Aparentemente nada têm a ver, mas em relação à sua função na sociedade são muito parecidos e esta é muito simples: Ouvir e saber ouvir.
Para o ser é estritamente necessário e não só suficiente, ter um perfil de bom ouvinte.
Muita gente nas igrejas havia, não só muita, como de várias idades, jovens quase que obrigados, senhoras velhotas quase que obrigadas, adultos quase que obrigados e o padre também lá estava quase obrigado. Todos com obrigações diferentes. Obrigação de seguir uma missão e de tornar a nossa vida boa, orbigação de agradecimento e obrigação em ser bom não só para nós mas também para os outros. Dedicação, não só a nós próprios como também aos outros. Confissão não só a nós próprios mas a necessidade de a partilhar com os outros.
E todos nós queremos partilhar, queremos conversar, queremo-nos abrir, queremos nos limpar, queremos estar bem, mas é outra conversa e que por não ser a "mesma", não pode ser com qualquer pessoa. Tem que ser alguém que tenha esse dom e nos desperte essa vontade.
É agora que as personagens principais entram em palco, o padre e o psicólogo e a necessidade de busca de um e de outro que apenas difere no tempo.
Antigamente todos íam à igreja, havia um momento de reflexão, silêncio, paz, introspecção e quem quisesse, a confissão. Não só era um momento para nós mas também para os outros. As familias íam juntas à missa, havia um ritual, uma obrigação de estar que por vezes era uma necessidade de ouvir e de meditar.
Agora o número de psicólogos é enorme, o número de quem os procura é assustador. Sente-se nas pessoas uma necessidade crescente em falar e ser ouvido. Em perceber o que é ou não normal, em ter alguém que tenha tempo para nos ouvir porque estas estão cada vez mais sozinhas, mais diferentes e por isso mais carentes. Poderia divagar muito mais e ir tocar em temas que hoje se levantam, mas agora foi apenas uma comparação.
E até penso que os psicólogos de hoje são os padres de antigamente.
MM
03 dezembro 2009
28 outubro 2009
Será fisica ou quimica?
E a questão poderá ser colocada assim. Se há coisa que sabemos é que o fisico é o contrário do "não fisico" e a quimica por sua vez também é por vezes o "não fisico", no entanto é só por vezes e é até certo ponto, ponto esse onde a fisica perde importância e a quimica tem que se elevar para a coisa se tornar não fiscio-quimica mas quimico-fisica.
Faz sentido?
E no meio disto tudo, será mesmo que só os pólos opostos se atraem? Se mais com menos dá menos e mais com mais dá mais porquê é que os opostos se atraem? porque a atracção, a quimica une, mas não vence porque o resultado é "menos".
Então duas forças iguais e não contrárias resultam numa "mega força". E é isso que procuramos todos os dias, em alguns momentos, fracções de segundos que seja (o que me parece pouco), energia, força.
Se há uma força em nós que é grande e que até a nós próprios nos ilumina, nunca vamos achar graça a uma coisa fraca, por mais contrária/oposta que esta seja, por mais que se complemente, por mais que faça o puzzle perfeito. Ao contrário do equilibrio que se espera, vai ser muito mais fácil ver o desiquilibrio. Esta força só vai querer encontrar força, energia, vitalidade. O contrário só enfraqueceria essa força.
Quando estamos ao lado de uma pessoa forte, sentimo-nos mais fracos. No entanto deveria ser o oposto. Por outro lado, quando estamos ao lado de uma pessoa forte, achamos que ao lado dela tudo pode acontecer, nada cairá. Uma coisa fraca junto de outra coisa fraca é um fracasso. Uma coisa forte junto de uma coisa fraca, é o sucesso para um dos dois. Uma coisa forte ao lado de uma coisa forte é um sonho. E todos esperamos um dia encontrar, mas nem todos encontramos esta junção. A perfeição não existe, diz-se, no entanto vivemos obsecados em busca da mesma. Cansamo-nos, gastamos forças, tempo, espaço, canalizamos todos os recursos nessa busca. Mas para conseguirmos é importante acreditar. Olhar em frente com os pés virados no sentido inverso, ficamos parados.
São as forças contrárias que nos fazem parar. Fisicamente é impossível e quimicamente é o fim da quimica.
São os antónimos que nos fazem distinguir o que é bom do mau, o fraco do forte, o possível do impossível e o ponto óptimo não é de todo o centro, o centro é neutro, é equilibrado, é sem graça, não se move. O equilibrio é o ponto de partida para chegar ao contrário positivo, o quase perfeição. Mas isto não é para todos, claramente que não. Há aqueles que conseguem porque nunca deixaram de acreditar que isso é possível e querem sempre muito mais, só param no equilibrio para pensar como vão chegar ao desiquilibrio positivo, nunca param para ficar.
Gráficamente são dois pontos, o centro e o "mais", sempre com tendência para o infinito porque nunca o vamos atingir mas é para lá que caminhamos. Qualquer entrave pelo caminho, volta-se ao centro, é hora de repensar.
Seja isto mais, ou um menos equilibrado...dá que pensar.
MM
15 outubro 2009
To do anything…
Esta é de meados de Outubro...
Quando confrontados com uma panóplia vastíssima de profissões, ficamos aflitos e baralhados porque sabemos que provavelmente o que escolhermos agora vai sê-lo para a vida toda ou pelo menos grande parte dela. De uma forma geral, olhando de muito longe ou de muito alto, podemos distinguir dois grupos, as pessoas mais “normais” que escolhem um percurso mais “normal”, uma profissão “normal” e que por isso vão ter uma vida mais “normal. Depois temos aqueles menos “normais”, normalmente os mais “giros”, nem sempre com uma profissão mais “gira” mas pelo menos, menos “normal”…diferente!
É neste último grupo que se irão sentar as minhas próximas palavras, que provêm de um pensamento-minuto que me ocorreu quando estava eu “pessoa pertencente ao grupo mais normal” sentada em frente de uma pessoa menos “normal” que tentava com grande afinco dar-me um ar mais leve e “diferente”. Estava no Cabeleireiro.
Quantas vezes já não dissemos para alguém ou para o ar que “também éramos capazes”, “ah, que fácil”, “ assim também eu”, “Eu é que trabalho, isso é trabalhar?!”, “Fazia muito melhor”, “Boa vida…”
Vá não vale a pena contar porque vai ser tarefa complicada.
Isto tudo para dizer que em qualquer altura das nossas vidas, podemos virar cantoras, pintores, cabeleireiros, cozinheiros, estilistas, turistas, escritores, algo fora do “normal” daqueles devaneios mais “giros”. Faz parte da vida e faz bem ao espírito e à mente.
No entanto, o que me passou pela cabeça foi “porque é que dizemos sempre que queríamos ser tudo ou pelo menos ter “cheirinho”? é uma necessidade. Cansamo-nos de ser sempre nós, normais e assusta-nos o LP. E não é à toa que o fazemos nem sequer propositadamente. Somos assim, animais e como sabemos que o somos e que nos habituamos a qualquer coisa normal porque nos dá estabilidade, entramos num confronto connosco próprios. “To be or not to be”, já dizia Shakespeare.
Mais uma vez a tão presente “Cronic Insatisfaction”
Vou continuar a aprofundar a questão e quem sabe um diz não lhe/me saberei dar uma resposta.
Talvez seja só Viver…talvez não.
É neste último grupo que se irão sentar as minhas próximas palavras, que provêm de um pensamento-minuto que me ocorreu quando estava eu “pessoa pertencente ao grupo mais normal” sentada em frente de uma pessoa menos “normal” que tentava com grande afinco dar-me um ar mais leve e “diferente”. Estava no Cabeleireiro.
Quantas vezes já não dissemos para alguém ou para o ar que “também éramos capazes”, “ah, que fácil”, “ assim também eu”, “Eu é que trabalho, isso é trabalhar?!”, “Fazia muito melhor”, “Boa vida…”
Vá não vale a pena contar porque vai ser tarefa complicada.
Isto tudo para dizer que em qualquer altura das nossas vidas, podemos virar cantoras, pintores, cabeleireiros, cozinheiros, estilistas, turistas, escritores, algo fora do “normal” daqueles devaneios mais “giros”. Faz parte da vida e faz bem ao espírito e à mente.
No entanto, o que me passou pela cabeça foi “porque é que dizemos sempre que queríamos ser tudo ou pelo menos ter “cheirinho”? é uma necessidade. Cansamo-nos de ser sempre nós, normais e assusta-nos o LP. E não é à toa que o fazemos nem sequer propositadamente. Somos assim, animais e como sabemos que o somos e que nos habituamos a qualquer coisa normal porque nos dá estabilidade, entramos num confronto connosco próprios. “To be or not to be”, já dizia Shakespeare.
Mais uma vez a tão presente “Cronic Insatisfaction”
Vou continuar a aprofundar a questão e quem sabe um diz não lhe/me saberei dar uma resposta.
Talvez seja só Viver…talvez não.
MM
Workaffair
Dizem eles que são artistas, que não passa nada e são relacionamentos/beijos “artísticos” por um período...que supostamente deveria ser o de "realização e produção da tal peça ou do tal filme" mas que nem sempre o é.
Isto é incrível, mas que raio de artistas temos nós?! E eu que pensei que estas coisas só aconteciam a nível nacional, por exemplo, e se bem se lembram nos morangos com açúcar…aquilo era uma festa. Houve até quem fosse para os morangos por dificuldade de relacionamento…brincadeirinha!
Pois é, a meu ver isto não passa de mais um caso de “assédio sexual no local de trabalho”…ao fim ao cabo este é o trabalho deles, não é? Mas o que é isto? Ah e tal, estamos juntos nesta?!…que bom!
É pela primeira vez que se conhecem, por vezes…e com calma averiguam cada um o seu papel no “filme que vai começar”.
Somos humanos, é certo…mas oh meus amigos. Cada tarefa um casamento. E se fosse assim no mundo real? (considerando este mundo das artes muito à frente, muito sensacional e emocional, o que o torna muito pouco real…mas por isso cativante…e que contribui muitas vezes para a nossa vida… faz-nos sonhar…).
Inspiração em…Penelope Cruz & Javier Bardem Stroll Lovers LaneMon, 24 March 2008 at 12:21 pm
MM
Isto é incrível, mas que raio de artistas temos nós?! E eu que pensei que estas coisas só aconteciam a nível nacional, por exemplo, e se bem se lembram nos morangos com açúcar…aquilo era uma festa. Houve até quem fosse para os morangos por dificuldade de relacionamento…brincadeirinha!
Pois é, a meu ver isto não passa de mais um caso de “assédio sexual no local de trabalho”…ao fim ao cabo este é o trabalho deles, não é? Mas o que é isto? Ah e tal, estamos juntos nesta?!…que bom!
É pela primeira vez que se conhecem, por vezes…e com calma averiguam cada um o seu papel no “filme que vai começar”.
Somos humanos, é certo…mas oh meus amigos. Cada tarefa um casamento. E se fosse assim no mundo real? (considerando este mundo das artes muito à frente, muito sensacional e emocional, o que o torna muito pouco real…mas por isso cativante…e que contribui muitas vezes para a nossa vida… faz-nos sonhar…).
Inspiração em…Penelope Cruz & Javier Bardem Stroll Lovers LaneMon, 24 March 2008 at 12:21 pm
MM
09 outubro 2009
pensei e disse
Há dias que nos inspiram....hoje foi um deles! Cheia de inspiração...gasto as palavras e quando chego à folha em branco, foi-se-me tudo!
Só me lembro que "...apesar de todas as surpresas que o futuro nos reserva menos boas, é bom viver, lembrarmo-nos porque é que estamos aqui e acima de tudo encher a vida de emoções boas que a transformem naquela que sempre sonhámos."
MM
23 junho 2009
20 maio 2009
12 maio 2009
De Crise a Gripe
Trocando 2 letrinhas apenas até parece que estamos a falar da mesma coisa! De comum têm a gravidade e o grito social. São palavras que pelo menos uma vez por dia qualquer um de nós evoca, mesmo tendo a preocupação de não as dizer, nem que seja para não ser dequeles "que só falam do que vêm na TV".
Pode ser que o dicionário ajude...
crise (latim crisis, -is)
s. f.
1. Mudança que sobrevém no curso de uma doença aguda.
2. Fig. Conjuntura perigosa; momento perigoso e decisivo.
3. Falta de trabalho.
4. Embaraço na marcha regular dos negócios.
5. Desacordo político que obriga o ministério a recompor-se ou a demitir-se.
s. m.
6. Bras. Cris.
7. Crise nervosa: ataque de nervos.
gripe (francês grippe)
s. f.
Med. Doença epidémica ou pandémica, muito contagiosa, causada por um vírus, e cujos sintomas são geralmente febre, dores corporais e congestionamento das vias respiratórias. = influença
Afinal até lhes podemos chamar primas, uma vez que irmãs seria um exagero e um sinal de estupidez!
Ambas são uma doença isso não temos dúvida. Tal como a Gripe, a Crise para além de tudo aquilo que nós sabemos economica, social, financeira, moral e tudo o que possa terminar em mente, como por exemplo dormente...ela instala-se, contagia-se, desaparece por momentos mas estamos sempre a lembrarmo-nos dela ou pelo menos a chamar por ela "pois...é a Crise"
Reparem nunca sentiram que há vezes que a conversa até está a correr bem, piadas para cá risinhos para lá e para cá e há uma alma que diz "Crise". Por dentro há um botão que dispara em cada um de nós que nos faz cuspir palavras como, trabalho (desemprego), Socrates (claro!), estradas, 12ºano, magalhães, bolsa, preços, IRS, Lisboa e claro, o "péssimo país onde vivemos que ainda tem o nome de Portugal". Cambada de desgraçados insatisfeitos! E se nada disto acontecesse? Tinha alguma piada viver? E se tivessemos tsunamis, terramotos, sismos, violência extrema, discrimação, um ditador ou ainda mais importante que tudo isto, uma doença grave? A resposta...iriamos viver mal na mesma mas com toda a certeza iriamos ter uma força que, com tudo a passar-nos ao lado e sem nada fazer (só mandar uns bitaites), não temos. Nunca tivemos acesso a tanta informação como também nunca estivemos tão perto de ficar maluquinhos/indecisos/inseguros e insatisfeitos.
Pode ser que o dicionário ajude...
crise (latim crisis, -is)
s. f.
1. Mudança que sobrevém no curso de uma doença aguda.
2. Fig. Conjuntura perigosa; momento perigoso e decisivo.
3. Falta de trabalho.
4. Embaraço na marcha regular dos negócios.
5. Desacordo político que obriga o ministério a recompor-se ou a demitir-se.
s. m.
6. Bras. Cris.
7. Crise nervosa: ataque de nervos.
gripe (francês grippe)
s. f.
Med. Doença epidémica ou pandémica, muito contagiosa, causada por um vírus, e cujos sintomas são geralmente febre, dores corporais e congestionamento das vias respiratórias. = influença
Afinal até lhes podemos chamar primas, uma vez que irmãs seria um exagero e um sinal de estupidez!
Ambas são uma doença isso não temos dúvida. Tal como a Gripe, a Crise para além de tudo aquilo que nós sabemos economica, social, financeira, moral e tudo o que possa terminar em mente, como por exemplo dormente...ela instala-se, contagia-se, desaparece por momentos mas estamos sempre a lembrarmo-nos dela ou pelo menos a chamar por ela "pois...é a Crise"
Reparem nunca sentiram que há vezes que a conversa até está a correr bem, piadas para cá risinhos para lá e para cá e há uma alma que diz "Crise". Por dentro há um botão que dispara em cada um de nós que nos faz cuspir palavras como, trabalho (desemprego), Socrates (claro!), estradas, 12ºano, magalhães, bolsa, preços, IRS, Lisboa e claro, o "péssimo país onde vivemos que ainda tem o nome de Portugal". Cambada de desgraçados insatisfeitos! E se nada disto acontecesse? Tinha alguma piada viver? E se tivessemos tsunamis, terramotos, sismos, violência extrema, discrimação, um ditador ou ainda mais importante que tudo isto, uma doença grave? A resposta...iriamos viver mal na mesma mas com toda a certeza iriamos ter uma força que, com tudo a passar-nos ao lado e sem nada fazer (só mandar uns bitaites), não temos. Nunca tivemos acesso a tanta informação como também nunca estivemos tão perto de ficar maluquinhos/indecisos/inseguros e insatisfeitos.
É uma questão de cor...ser o Branco no preto ou ser o preto no branco!

Querer -- Força/Vontade -- Atitude
C'est la vie
MM
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